A arte de viver
A motivação é algo fundamental para conquistar nossos ideais, nos realizarmos e ter sucesso nas mais diversas áreas e fases da nossa vida e de quem nos rodeia. Tornando muito mais fáceis as tarefas do dia-a-dia, e dando à tudo que fazemos a aparência de que somos artistas e que temos tudo ao nosso alcance, para desenvolvermos a melhor obra de arte, que é a nossa vida.
Fazemos parte de um planeta magnífico, tudo funciona de forma sincronizada, cada elemento ou animal tem seu ciclo ou pertence a uma cadeia alimentar, e assim por diante, a natureza oferece de tudo, é só usarmos, transformarmos, cuidarmos principalmente, e enfim, dar o destino a qual melhor nos convier. Infinitas maravilhas recebemos do nosso pai celestial.
Tão grandioso e complexo como o nosso planeta, é a nossa vida, ou melhor, como a conduzimos. E, que devemos considerar como de suma importância, haja vista, que a maioria dos resultados das ações que temos, são frutos do que “plantamos”, cuja maioria das vezes não se tem o mínimo de cuidado ou planejamento, principalmente, se o favorecido seja uma terceira pessoa.
Conduzir nossa vida, consiste em sermos artistas, atribuindo a nossa vida, valor semelhante a uma obra de arte muito importante, que necessita do emprego dos melhores materiais, do máximo de cuidado durante a sua execução e um formidável planejamento, visando o acabamento perfeito. Arte, assim deve ser chamada nossa vida, onde depositamos esforços, amor, dedicação, e mesmo assim, quando consideramos bem desenvolvidas, temos que nos expor, querendo ou não, às críticas, elogios, comentários, que nem sempre são leves, mas, se bem preparados estivermos, e filtrarmos tais apontamentos, estaremos indo ao encontro daquilo que todos nós buscamos, o reconhecimento pelo nosso trabalho. Parece difícil, mas a vida de um “artista”, não é, nem deve ser considerada fácil, pois as emoções, estas energias interiores, que são depositadas na obra (nossa vida), são impossíveis de serem atribuído um valor, por maior que seja, pois o valor ele não é, ele está, e para cada um de nós ele representa muito, atribuindo a palavra satisfação, o mais amplo significado.
Há ainda, aqueles que questionam que, se a vida pertence a nós, porque dar ouvidos a apontamentos feitos pelos outros. Ora, é simples. Vivemos em grupo, somos parte de um grupo maior, a sociedade, e dentro dela fazemos parte de grupos menores, como a nossa comunidade, mas se irmos a fundo, fizemos parte de um grupo, nos dias atuais cada vez mais reduzido, que é a família, e aí temos a real noção de que fazemos parte de uma cadeia, e que nossas ações são importantes tanto para nós como para os outros, e vice-versa. E quando me refiro que a família é um grupo que vem sendo reduzido, é reflexo da sociedade, das condições por ela estabelecidas, sejam elas econômicas ou não, e que se quisermos, podemos se adaptar a essa mudança ou não. Mas aí, voltamos a questão maior, queremos ou não ser realizadores de uma obra virtuosa, ser reconhecido, e angariar elogios, estar inserido e fazer a diferença no grupo em que vivemos.
Assim agindo, interagindo com o meio, estaremos mais propícios a desenvolver uma excelente obra, uma vida, que não se envergonhamos de nossas ações, que possa se expor a qualquer tipo de exame ou avaliação, pois estaremos prontos para o que vier, e nos adequarmos se preciso for.
Dessa forma, é como comparamos nossa vida, a uma obra de arte, onde devemos ser artistas, que desenvolvemos a obra com alegria, com espontaneidade, onde as influências do meio, ou grupo, deverão sempre ser analisadas, pois podem ser muito importantes para vida que levamos, para visualizarmos nossos erros, que todos nós estamos sujeitos, mas as adaptações a serem feitas, não devem ser tão radicais, a ponto de significar perda de nossa identidade, nossa marca.
Fazer da vida uma arte, é, além da observação do acima exposto, é dobrar, dominar o ser pequeno e mesquinho, que porventura habite em você, que represente uma imagem distorcida do que realmente você deseja se projetar frente aos outros, é buscar a libertação, mudança que começa do nosso interior para o exterior, custe o que custar, é buscar incessantemente a libertação, aquela que se traduza num novo ser, com uma vida, que o faça vibrar com sua convicção de que nasceu para ser feliz. Porque, não comandar o leão que está dentro de nós, poderá representar uma estagnação dos nossos sonhos, atos, palavras, sentimentos e a própria vida. Logo, sem desenvolvermos qualquer ação, não seremos artistas dedicados, conscientes, e então, não haverá arte, não haverá vida.